ainda não vi a fotografia, imagino que esteja no carro da minha mãe. é uma fotografia colada numa folha colorida de tamanho a4. a fotografia está colada na parte de cima da folha e o espaço em branco, que não é branco porque é colorido, dise-me a minha filha zen, está livre para que eu lá escreva por que raio tem a menina o nome que tem. esta é a grande missão que me foi confiada para os três próximos dias de suposto ócio.
estou farta de pensar no assunto. a menina tem o nome que tem porque eu e o pai dela escolhemos aquele nome. nem sequer tivemos muitas dúvidas. aliás, nunca tivemos. a criançada lá a em casa sempre teve o nome atribuído no dia em que lhes foi discernido o género.
supõe-se que ali escreva alguma coisa poética que seja digna de ser afixada no placard da escola. do género: chama-se assim porque é um nome de família, ou chama-se assim porque é o nome da mãe, ou chama-se assim porque é o nome de uma figura histórica, ou chama-se assim porque é o nome que está gravado a canivete na árvore do parque onde eu e o pai namorámos. mas não. não se chama assim por causa de nada disso. a criança tem o nome que tem pelo simples facto de nós termos escolhido aquele nome. e eu vou escrever no papel: a menina chama-se assim porque foi o nome que eu e o pai escolhemos para ela sem nenhum motivo especial. podia acrescentar: não se escolhem os filhos e portanto, também não se escolhem os nomes - atribuem-se. mas acho que não me ía ficar assim muito bem.
4 Comments:
Sabes por que é que eu me chamo Inês? (e só te vou escrever aqui esta confissão por ter o mesmo nome da tua filha zen...)
Porque, durante a lua de mel no Gerês, a minha mãe ouviu alguém chamar
Inês? Inês?
e o eco ao longe a repetir
Inêêêêês...
E então (e agora lê no tom das histórias infantis)
a minha mãe disse assim ao meu pai
que lindo nome! quando tivermos uma filha vai-se chamar Inês.
Por acaso não passaste a tua lua de mel no gerês, pois não?!
Pois! Se a escolha tivesse sido só minha a F chamava-se Inês e a Lzinha chamava-se Sofia! Além de serem simplesmente atribuídos, os nomes podem também ter que ser fruto de compromisso ou concessão após várias discussões de intensidade mais ou menos variável conforme se goste ou não dos ditos... E vá lá que até gosto do nome das minhas duas filhotas! P.S. E amanhã cá te esperamos! :-)
Ó Inês, por acaso até passei, não a lua de mel mas as primeiras férias de casada! Será disso?
Olha T. Branca, os nomes das ninis não deram direito a discussões nem concessões!
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