Da velhice
Eu, quando tiver oitenta anos, quero viver a minha velhice com qualidade, sem ter que me preocupar com grande coisa. Gostava de ter um jardim grande e de me ocupar a tratar das árvores e das flores. Se calhar, com oitenta anos, terei netos e bisnetos e vou querer mimá-los muito e dar-lhes beijinhos, abraços e chupa-chupas.
Nessa altura creio que terei amealhado algum dinheiro e saber. Gostava de poder viajar, de ter capacidades físicas para o fazer. Também gostava de estar lúcida e de não maçar ninguém com os diaparates próprios da idade.
Acho que aos oitenta anos ainda vou gostar mais de escrever do que agora.
O que eu não gostava nada, mesmo nada, é que aos oitenta anos, me pusessem nas mãos decisões muito difíceis.
(É por isto que eu não concordo com a possível e eminente candidatura do Mário Soares)
2 Comments:
LOL
Estava a ver onde este post ia dar!
Concordo contigo!!!
é, sobretudo, um atestado de menoridade que passamos a nós mesmos - como é que trinta anos de democracia não geraram mais ninguém capaz de enfrentar a direita?... Abraço, IO.
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