DO OUTRO LADO

4.7.05

Ontem

à procura de uma porta-moeadas, abro uma gaveta e deparo-me com postais, dezenas, escritos por mim e dirigidos ao meu dantes namorado e agora marido.
O ritmo é o mesmo, as palavras idênticas, as descrição estranhamente reais.
Li e reli aqueles relatos dos meses de Cabo Verde e pensei, mais uma vez, que a vida é feita de opções, de cliques momentâneos. E se? E se? E se?

Há obviamente a razão, que nos guia para determinados caminhos e nos faz evitar os outros. Mas bastava que, naquela determinada encruzilhada eu tivesse virado à direita para nada ser como é agora.